Calendário semanal visual: construir a semana com a criança
Como escolher cartões, montar um calendário e representar mudanças de planos, deixando espaço para escolhas, descanso e tempo livre.

Um calendário serve para consultar, não apenas para decorar
Um calendário pode estar bonito na parede e continuar difícil de utilizar. Antes de imprimir, decide onde ficará, quem o vai consultar e que parte da semana precisa de estar visível. Uma sequência curta do dia pode ser um ponto de partida mais compreensível do que uma grelha cheia de atividades.
O Meu Calendário Semanal inclui propostas para construir o dia, reconhecer o que já aconteceu e representar alterações. A intenção é apoiar a organização e a participação. Não é necessário preencher todos os espaços nem transformar cada momento em tarefa dirigida.
Escolher cartões que correspondem à rotina real
Começa com atividades familiares e confirma o significado das imagens. “Escola” pode representar um período longo; “lanche” pode ser um acontecimento dentro desse período. Escolhe o nível de detalhe que torna a sequência útil, sem misturar escalas de forma confusa.
Na atividade “Vamos construir o meu dia”, os cartões são organizados em conjunto. Podes começar com dois ou três acontecimentos e perguntar o que vem a seguir. Se for difícil responder pela fala, aceita apontar, entregar um cartão ou utilizar o sistema de comunicação habitual.
Montar o suporte e testar uma impressão
O conjunto tem ficheiros com formatos diferentes. Consulta o mapa e escolhe a versão de calendário antes de preparar tudo. O guia orienta a impressão do suporte principal em A3 horizontal e dos cartões em A4, à escala indicada, com um teste das medidas antes da montagem.
Não uses as pequenas ilustrações do guia como cartões de recorte: existe um PDF próprio para isso. Imprime primeiro uma folha de cartões e uma parte do suporte, confirma o encaixe e só depois avança. O adulto prepara recortes e pequenas peças, escolhendo uma fixação que permita colocar e retirar os elementos com facilidade.
Mostrar o que terminou e o que mudou
Na proposta “Já fiz!”, a criança pode assinalar uma atividade ou mover o cartão para outra zona. A ajuda recebida não invalida a participação: o registo pode mostrar o percurso realizado, sem funcionar como uma tabela de prémios.
Quando há uma alteração, mostra o que muda e o que se mantém. Se a ida ao parque deixa de ser possível, explica brevemente e apresenta alternativas reais. Não é necessário exigir uma reação satisfeita para aceitar a mudança. Dá tempo e volta a consultar a nova sequência em conjunto.
Incluir escolhas e momentos sem tarefa marcada
Tempo livre não precisa de significar uma atividade escolhida pelo adulto. Pode ser descansar, brincar, escolher algo conhecido ou pedir ajuda para decidir. Se apresentares alternativas, garante que podem realmente acontecer.
O guia inclui propostas para escolher atividades e rever a semana. Podes reservar um momento breve para perguntar o que gostariam de repetir. Essa informação ajuda a ajustar o plano e evita que o calendário se torne apenas uma lista de ordens.
Rever o calendário quando deixa de ajudar
Observa se é consultado espontaneamente, se permite antecipar o próximo passo ou se precisa de outro tamanho e localização. Um suporte pode ser útil num momento e precisar de mudar mais tarde. Para pensar especificamente nas passagens entre atividades, lê também como tornar as transições do dia mais claras.

UM KIT PARA CONTINUAR ESTE TEMA
Prepara um calendário que se possa consultar e mudar.
O Meu Calendário Semanal inclui guia, cartões de atividades, calendário, alternativas e mapa dos ficheiros, para organizar a rotina com apoios visuais.
O Meu Calendário Semanal
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